Fechou os olhos para sentir a música melhor. Estava inebriada com a batida forte, alta, esmagadora. Tomava-lhe completamente o sentido, o corpo, a alma. Ou seria efeito do tablete mínimo que se desmanchara na ponta da sua língua? Tudo parecia ter se esvaído. Abriu os olhos e tudo... girava. As luzes piscavam fortemente, em flashs contínuos, alucinatórios, uma explosão estelar. Um sorriso ébrio abriu-se em seus lábios, ela ergueu as mãos para o céu, para tocá-lo... pensou tê-lo feito, e regozijou-se, fechando os olhos mais uma vez. Não sentia... não sentia nada, só queria sorrir,e sorrir, e sorrir...
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