Diziam que quando se mata alguém, uma espécie de adrenalina surge no peito. Mas ele não sentia emoção alguma. Cuspiu no chão, entediado, antes de carregar a arma que tinha em mãos, uma Colt Anaconda, .44 magnum, sua favorita para aquele tipo de serviço. Quando levantou os olhos para o homem à sua frente, tinha um olhar decidido a dar um ponto final naquilo. Sabia que o “boss” estava atrás, observando pacientemente ele resolver aquele assunto. Definitivamente.
O homem, preso à cadeira por correntes e cujos gritos eram abafados por um pano que o amordaçava, soube seu destino no momento em que a luz fraca refletiu no metal do revólver. O executor o olhou, com frios olhos azuis. Cheirou o medo. Puxou o gatilho. E cheirou a morte.
Não houve uma palavra realmente pronunciada. Naquele tipo de serviço, não eram necessárias explicações. Você sabe por que está na mira. Você sabe por que está atirando. Cada um exerce seu papel, e o trabalho é feito. Como qualquer outro.
O homem, preso à cadeira por correntes e cujos gritos eram abafados por um pano que o amordaçava, soube seu destino no momento em que a luz fraca refletiu no metal do revólver. O executor o olhou, com frios olhos azuis. Cheirou o medo. Puxou o gatilho. E cheirou a morte.
Não houve uma palavra realmente pronunciada. Naquele tipo de serviço, não eram necessárias explicações. Você sabe por que está na mira. Você sabe por que está atirando. Cada um exerce seu papel, e o trabalho é feito. Como qualquer outro.