A dor daquele tapa foi violenta. Seu rosto iria inchar em poucos instantes. Mas ela aguentou. Uma parte - e uma bem relutante - admitia que havia merecido aquele tapa. Aquela pequena e humilhante violência. O que não aguentava por um pouco de grana.
- Isso vai te botar no lugar, N. - a voz dele soou levemente arrogante.
A raiva (e também um pouco de audácia) a fez sorrir zombeteiramente. A raiva estava ali, no brilho de seus olhos da cor de mel. Oh, como ela queria cuspir na cara gorda daquele filho da puta. Mas isso só traria um novo tapa, e pior, um corte no salário.
- Sorrindo? Ah, N. - ele aproximou-se segurando o rosto da mulher com as mãos. Não houve qualquer delicadeza. Puxou-a para perto. Perto o suficiente para que ela visse o suor naquela pele macilenta e velha de 50 anos. Os olhos eram de um castanho puxado para cinza. Os dentes, meio tortos e amarelos, também se abriram num sorriso que demonstrou arrogância. - Algum dia tu vai perder esses dentes bonitinhos e alinhados. - ele disse, fechando a expressão. - Ainda estão aí nessa boquinha linda apenas, APENAS porque tu ainda é gostosa o suficiente para me dar dinheiro.
A raiva dela dobrou e um asco lhe subiu o peito com aquela proximidade. Xingamentos lhe vieram à mente, e se ele não tivesse se afastado bruscamente, teria cuspidos todos nele. Massageou o maxilar, a sensação é de que ele quase o quebrara.
- Tirem essa piranha daqui. Levem ela para se trocar. Tá quase na hora dela.
A mulher olhou para os dois capangas que já vinham em sua direção.
- Não precisa. Eu sei o caminho. - ela mesma saiu daquele inferno.
- Isso vai te botar no lugar, N. - a voz dele soou levemente arrogante.
A raiva (e também um pouco de audácia) a fez sorrir zombeteiramente. A raiva estava ali, no brilho de seus olhos da cor de mel. Oh, como ela queria cuspir na cara gorda daquele filho da puta. Mas isso só traria um novo tapa, e pior, um corte no salário.
- Sorrindo? Ah, N. - ele aproximou-se segurando o rosto da mulher com as mãos. Não houve qualquer delicadeza. Puxou-a para perto. Perto o suficiente para que ela visse o suor naquela pele macilenta e velha de 50 anos. Os olhos eram de um castanho puxado para cinza. Os dentes, meio tortos e amarelos, também se abriram num sorriso que demonstrou arrogância. - Algum dia tu vai perder esses dentes bonitinhos e alinhados. - ele disse, fechando a expressão. - Ainda estão aí nessa boquinha linda apenas, APENAS porque tu ainda é gostosa o suficiente para me dar dinheiro.
A raiva dela dobrou e um asco lhe subiu o peito com aquela proximidade. Xingamentos lhe vieram à mente, e se ele não tivesse se afastado bruscamente, teria cuspidos todos nele. Massageou o maxilar, a sensação é de que ele quase o quebrara.
- Tirem essa piranha daqui. Levem ela para se trocar. Tá quase na hora dela.
A mulher olhou para os dois capangas que já vinham em sua direção.
- Não precisa. Eu sei o caminho. - ela mesma saiu daquele inferno.