Ele ergueu o olhar para ela. Parecia irritado, irônico, desapontado. Era um olhar de quem se cansara de se importar. Ela conseguira deixá-lo insensível: já não se preocupava mais se iria machucá-la (quando ele tentou de tudo para saber como evitar isso), ou com os sentimentos dela. Não se importava mais se ela o amava ou não, ou se ele não a correspondia. A garota conseguira com ele ligasse o "Foda-se" para valer.
O rapaz a viu se distanciando e continuou parado, de pé. Levou o cigarro aos lábios e abaixou a cabeça enquanto o acendia. Só então, levantou o olhar novamente para a loira que descia as escadas, arrastando a mala.
- Cuidado para não cair da escada. - ele disse com descaso, ao expirar a fumaça pelos lábios, erguendo ligeiramente o queixo. Seu olhar exibia uma completa indiferença. O rapaz não se deu ao trabalho de ficar ali para ouvir uma resposta. Simplesmente, virou as costas e saiu dali. Ela queria que ele agisse como um filho da puta? Conseguira. Ele seria um maldito filho da puta então.
Stan
ResponderExcluirsomos todos grandes filhos da puta, em vários momentos e de várias maneiras.
ResponderExcluiros finais e as despedidas, no entanto, é que marcam a nossa capacidade de ser o pior tipo de pessoa possível.
stan mesmo, natasha xD Tava escrevendo com a adi quando essa cena veio na cabeça. xD
ResponderExcluirÉ fato que o fim nos torna uns filhos da puta mesmo.
ResponderExcluirPra os outros e acho que muito mais a nós mesmos.